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::: Cientistas de todos os tempos :::

 

 

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Antoine Laurent de Lavoisier

(1743 - 1794)

Químico francês, Antoine Laurent de Lavoisier nasceu em Paris a 26 de agosto de 1743 e morreu na mesma cidade a 8 de maio de 1794. Filho de um rico negociante, estudou no colégio Mazarin, iniciando-se depois em matemática e astronomia, química e física experimental. A essa formação acrescentam-se estudos de botânica e geologia, concluídos em 1764. Quatro anos mais tarde ingressava na Académie des Sciences: Esta o havia distinguido com um prêmio (1766) por seu trabalho Memóire sur le meilleur système d’eclairage de Paris (relatório sobre o melhor sistema de iluminação de Paris).
Em 1779, tornou-se coletor de impostos e foi nomeado inspetor-geral das pólvoras e salitres, ao mesmo tempo em que se dedicava a algumas de suas experiências químicas mais notáveis. Membro da comissão de agricultura, de1785 a 1787, aplicou-se ao estudo dos problemas da economia e da química agrícolas, e em 1789 era eleito deputado suplente aos Estados Gerais, integrando, no ano seguinte, a comissão para o estabelecimento do novo sistema de pesos e medidas. Secretário do Tesouro (1791), defendeu o plano de recolhimento dos impostos, apresentando em seu tratado De la richesse terriotoriale du royaume de France (sobre a riqueza territorial do reino da França). Em agosto de 1793, a Convenção suprimia as academias e, em novembro, decretava a prisão dos coletores de impostos, que, incluindo Lavoisier, foram condenados e guilhotinados.


    Fundador da química moderna, Lavoisier impõe-se como um dos maiores cientistas do séc. XVIII. Foi dos primeiros a conceber e elaborar um método objetivo de representação do universo material. Sistematizando o uso da balança, passa a definir a matéria por sua propriedade de Ter um peso determinado e enuncia as leis de conservação da massa. Em suas pesquisas mais importantes Lavoisier dedica-se a um conhecimento científico da natureza daqueles elementos que, desde a antigüidade, eram considerados insuscetíveis de análise científica: a terra, a água, o ar e o fogo.
Começa por esclarecer o fenômeno da oxidação dos metais em contato com o ar. Derrubando a teoria flogística, prova que o corpo simples, no caso, não é cal, mas o metal. Calcinando o estanho num recipiente fechado e em presença de ar, verifica a inalterabilidade da massa total. Retoma essa experiência em 1777 com o mercúrio e descobre, a partir daí, a composição do ar atmosférico. Assim, Lavoisier mostra que a água se obtém através da combustão do hidrogênio e, quatro anos depois, submetendo o diamante à ação do fogo, determina a composição do gás carbônico.

Lavoisier também trabalha como pioneiro na medição calorimétrica. Em Mémoire sur la chaleur (1780; relatório sobre o calor), registra diferentes valores, quer de calores específicos, quer daqueles resultantes de reações químicas. Para a experimentação correspondente, emprega um calorímetro baseado na fusão do gelo.

Outra das grandes contribuições de Lavoisier é a de criar, juntamente com Berthollet e outros, uma nomenclatura racional da química, tomando como ponto de partida o conceito de ‘elemento químico’, que não se poderia estabelecer se a experiência pela qual havia demonstrando ser o oxigênio um dos componentes necessários dos ácidos e das bases. Em relatório de abril de 1787, expunha os fundamentos da nova nomenclatura e, em seu Traîté élémentaire de chimie (1789; tratado elementar de química), já a utilizava sistematicamente.

Também um dos pioneiros da bioquímica, Lavoisier associa o calor animal ao produzido pelas combustões orgânicas dependentes do carbono e do hidrogênio, encontrando na combinação do oxigênio respirado com o ‘ar fixo’ proveniente do sangue o mecanismo de conservação dos calor nos seres animais.
Procura melhorar e incrementar a produção francesa de salitre - que entre 1776 e 1788 chega a dobrar; orienta em Essones o aprimoramento técnico da agricultura. Lavoisier não teve, porém, a mesma lucidez nos assuntos políticos e sociais. Empenhou-se em medidas de caráter reformista, as quais, em face das transformações que abalavam os próprios alicerces de sua sociedade, acabaram por levá-lo à guilhotina.

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Prof. Luiz Ferraz Netto [Léo]
leobarretos@uol.com.br 

 


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